segunda-feira, 5 de abril de 2010

Voltaste.



Voltaste. Voltaste a assombrar-me de desejo. Não quero sentir isto, não quero! Sai, volta para onde vieste. Sai de dentro do meu corpo, do meu coração. Sai, deixa-me! Por mais que tente tirar-te, arrancar-te de mim. Por mais que tente esquecer tudo o que se passou. Por mais que tente esquecer-te a ti, tu voltas. Voltas e assombras a minha vida. Cobres o meu sol de nuvens grandes e cinzentas cheias de água. Cobres as minhas estrelas brilhantes e dás-me a luz dos trovões. Fazes com que tudo desabe. A água da chuva é tão grossa e pesada que faz com que caía por terra e não me consiga voltar a levantar. Perco todas as minhas forças. Quando finalmente ganho um pouco de força e levanto um braço lá tas tu. Repleto de prazer por me ver sofrer. Repleto de orgulho pelo que fizeste. E voltas a fazer-me cair. Voltas a fazer com que nenhum raio de sol trespasse uma única nuvem e me ilumine. As trevas, a solidão, o silêncio, a tristeza, a monotonia apoderam-se de mim e devoram-me como se não houvesse amanhã. Sofro em silêncio. Tento chamar mas as palavras não me saem, ficam presas na minha boca como se ela fosse uma porta trancada da qual não se sabe da chave. Tudo morre á minha volta eu própria morro. Mas acredita… Voltarei a renascer!

1 comentário:

  1. Escreves tão bem amor!
    Escreves o que realmente sentes.
    Continua (...)

    Amo.te cabra <3

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