domingo, 30 de maio de 2010

Voltar


Não pedi para nascer mas nasci. Não pedi para crescer mas cresci. Não pedi para sofrer mas sofri. Não pedi para voltar mas voltei. Voltei a pisar o mesmo chão velho, gasto, com a mesma tijoleira branca acinzentada. Voltei a percorrer todos os caminhos que ficaram para trás. Voltei a percorrer o labirinto de sentimentos que um dia percorri. Voltei a sentir tudo o que um dia senti. Voltei a sentir um arrepio percorrer meu corpo quando ouvia a tal voz. Voltei a sorrir com as coisas mais insignificantes do mundo. Voltei a sentir a necessidade daquele abraço forte. Voltei a sentir medo. Medo de perder o que com tanto esforço conquistei. Medo de voltar a sentir a dor de amar. Essa dor que um dia me marcou e apesar de desaparecida deixou cicatriz. Cicatriz essa, que me faz lembrar que exististe na minha vida e me faz recordar tudo o que foi, tudo o que houve. Cicatriz essa que apesar de significar dor, me faz sorrir. Sim, sorrir! Não me arrependo nem de um segundo, nem de uma coisinha que partilhei contigo.
Mas do que não me arrependo mesmo é de ter voltado. Voltado a sentir! Voltado a ser FELIZ!

domingo, 2 de maio de 2010

Recordações


Sempre me disseram “recordar é viver”, neste caso, recordar faz-me viver. Viver como se não houvesse amanhã, até porque, já desperdicei bastante tempo num passado. Um passado não muito distante mas que de perto também não tem grande coisa. Simplesmente um passado. Passado esse que ainda hoje recordo.
Recordações.
É tudo o que me resta de ti, de nós. Recordações essas que faço questão de relembrar a cada dia que passa. Recordações essas que me fazem lembrar que um dia, sim um dia, fui feliz contigo mas que também me lembram que sou ainda mais feliz sem ti. Recordações essas que me trazem saudade, não uma saudade que magoa mas uma saudade que liberta. Recordações que aos poucos se vão transformando em meras lembranças. Lembranças essas que com o passar do tempo vão ser apenas uma imagem desfocada dentro da minha mente. . .